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Minotauro: Soberano!

Não tinha certeza se ainda poderia me valer deste maravilhoso espaço cedido pelo Magapi, mas resolvi tentar, afinal de contas é por uma nobre razão. Falar do guerreiro Minotauro, tornou-se algo difícil para nós amantes das artes-marciais, pois tudo o que tinha de ser dito sobre Rodrigo Nogueira, já foi escrito. Porém, após a guerra travada contra Bob Sapp no Pride Dynamite no final de agosto, podemos tentar acrescentar algo para a já fantástica carreira do lutador baiano.

Por ter batido grandes nomes do vale-tudo, muitos acharam ser uma tarefa fácil para o guerreiro brasileiro ganhar do troglodita americano, principalmente pelos adversários vencidos por este e sua postura pouco à vontade nos ringues até então. Particularmente, esperava uma vitória por finalização e com uma certa dificuldade do brazuca, mas não acreditava num castigo como foi imposto pelo filhote de king kong com a loirinha em perigo (o cara tem medidas maiores que as de um gorila!). Esperava um gigante forte e sem jeito para lutas, afinal de contas o cara era jogador de futebol americano. Quebrei a cara, assim como muitos fãs que esperavam uma luta sem grandes perigos. Vimos foi uma espécie de combate digno dos roteiros de ficção e aventura "hollywoodiana": o Ciborgue, interpretado pelo audaz Minotauro, contra a Besta Fera Espacial, de responsabilidade do Sapp. Mino ia de encontro ao "muro" na tentativa de colocá-lo para baixo. O americano impedia as quedas seguindo com tentativas de "esmagamento homicida", arremessando o brasileiro no chão. Após uma dessas demonstrações de brutalidade (Nogueira caiu de uma forma que poderia até ter sofrido lesões na cervcical), nosso lutador saiu de baixo num movimento clássico do jiu jitsu, parando por cima da "montanha", conseguindo socar-lhe a cara. Situação que não permanecia por muito tempo visto que o gigante explodia e jogava o brasileiro para os lados como se fosse um boneco. E assim caminhava o combate, com o Ciborgue tentado de todas as formas aniquilar a Besta Espacial. Até que no 2 round o baiano consegue se posicionar por cima e solta seu "poder especial": o arm lock! É chegado o fim da épica batalha, com Minotauro se sagrando rei definitivamente, e Sapp reconhecendo que apesar de ter controlado a maior parte do combate, foi derrotado pela técnica e raça de seu oponente. Assim se encerrou mais um capítulo na já vencedora história desse homem que não foi parado nem por um caminhão: MinoKing, o rei do vale-tudo!

Se apresentem os candidatos ao lugar deste verdadeiro monarca das lutas, que continuando com seu empenho, dedicação e humildade, ainda irá reinar e nos dar muitas felicidades por longos tempos.

Esta é a idéia do Eddie

O autor é funcionário público em Vitória-ES, pratica jiu jitsu há mais de 03 anos e acompanha o vale-tudo há 08.
e-mail: erodrigues@sefa.es.gov.br ...Eddie Rodrigues (outubro-2002)


O fim do grande time
Quem nunca viu os buldogues desenhados, prontinhos para atacar um ao outro,símbolo da equipe Carlson
Gracie? Este símbolo era o mais temido entre os times de jiu jitsu e vale tudo, pois lá se encontravam os
melhores lutadores: Murilo Bustamante, Carlao Barreto, Libório, Bitetti, Wallid entre outros. Mas por causa
de 20%, que o Carlson exigia pela luta de seus discípulos, estes resolveram abandonar o time. E o
barco afundou. Carlson ficou sozinho, abandonado, enquanto seus pupilos fundaram um novo time e se
sagraram campeões mundias de vale tudo, derrotando as maiores feras da atualidade. Como aqueles 20% devem
estar pesando na cabeça do Carlson... Mas ainda nem tudo está perdido, mas quase perdido. Se o Carlson não tiver um pouco de humildade e procurar os seus antigos alunos o seu nome está arriscado a ser esquecido no mundo das lutas. Ele para com o tal dos vinte por cento, volta a treinar os antigos alunos, que devem tudo que aprenderam do jiu jitsu ao Carlson, inclusive aulas sem a cobrança de um centavo, e fundam uma nova equipe:
o CARLSON GRACIE TOP TEAM!! Seria a volta triunfante do mestre, junto de seus alunos que devem estar carentes de aperfeiçoamento, bem como uma forma dos alunos perdoarem o Mestre e não deixá-lo agora quando o barco está afundando.
Por: Nando BH - 18-05-2002


Vítor Belfort
Bem pessoal, não vou colocando muita fé no Vitor Belfort para sua luta em setembro, contra o bad boy Tito Ortiz. O principal motivo desta minha posição, é o fato do Vítor não estar mais no BTT. Em entrevista a
Otávio Mesquita na tv, Vitor falou que abriu uma nova equipe, em parceria com o Jorge Patino"Macaco". No BTT Vítor treinava com os melhores do mundo, pois ele sozinho não é um expert em jiu jitsu, Vítor pulou da faixa azul para a preta para poder lutar no UFC, ou seja, seu chão ainda não é o dos melhores, pode ser bom, mas não o melhor.Com esta parceria com o Macaco, acredito que Vítor está apostando tudo na imagem de Bad Boy. Macaco é bom lutador, mas não creio que poderá acrescentar muita coisa no treinamento de Vítor; Macaco é um brigador no ringue, não é dos mais técnicos, é muito raçudo. No BTT Vítor se aprimorava, e como esta parceria chegou ao fim, pelo que tudo indica, Vitor deverá enfrentar problemas em seu treinamento. Vou torcer muito para o Vitor, mas pela atual situação, apostaria minhas fichas em Tito Ortiz.
Por: Nando BH - 19-05-2002


Equipes de Vale Tudo no Brasil: Respeito e profissionalismo em prol do show

(A idéia do Eddie)

Foi com um misto de imensa surpresa e satisfação que aceitei o convite do amigo Magapi para lhe enviar regularmente, artigos contendo minha opinião sobre o mundo das lutas.

Gostaria de começar escrevendo sobre um assunto que vem ocupando fóruns e revistas sobre lutas: Equipes de Vale Tudo Brasileiras.

No Pride 20, testemunhamos uma "titânica" luta entre os representantes de duas das maiores escolas de lutas sem regras do planeta: Ninja (Chute Boxe) vs Zé Mario (Brazilian Top Team). Sem dúvida, esse combate entrou para a histária das Artes Marciais.

E o que elevou essa luta à esse patamar? O nível técnico não só dos lutadores, mas também de suas equipes. A partir do momento em que todos os lutadores se conscientizaram que somente concentrar seus treinos em suas respectivas artes de origem não seria suficiente para se manter no topo, as lutas sem regras ficaram mais dinâmicas. Apesar da idéia do Cross Training ter sido praticamente "lançada" por Marco Ruas, foram justamente a Chute Boxe e a BTT que despontaram com imenso resultado. O treino misto dessas duas equipes atingiram o ápice. O sucesso, provavelmente, se deve ao fato das equipes ter um estilo base sólido, Muay Thay na Chute, e Jiu Jitsu na BTT, se empenhando ao máximo para absorver o aprendizado de outras modalidades. Talvez seja isso que esteja faltando no treino da equipe Ruas Vale Tudo, que tem grandes atletas mas não vem colhendo resultados satisfatórios com regularidade. Esperamos que com esse sucesso todo da BTT e Chute Boxe, as coisas possam voltar a calmaria, sem essa estória de rivalidade extra-ringue, afinal de contas os lutadores são profissionais bem pagos para dar o show. Que o gesto de humildade do Zé Mario, que mesmo após a derrota para o Ninja foi dar os parabéns à Equipe pela vitória do Wanderley, seja um começo para o reinado do bom senso entre os lutadores de todas as lutas marciais.

Esta é a idéia... idéia do Eddie.

O autor é funcionário público em Vitória-ES, pratica jiu jitsu há três anos e acompanha Vale-Tudo há mais de sete. Seu e-mail é: erodrigues@sefa.es.gov.br

Por: Eddie Rodrigues - 24-05-2002


Tyson : A fera não existe mais

E o sonho de dominar novamente o mundo do boxe com seus punhos acabou no 8 assalto, no dia 09 de junho de 2002. Mike Tyson, ferido, caído e estirado no chão, olhava de forma apática para o seu gigante algoz. O Tyson daquela luta, não lembrava em nada o demolidor que massacrava todos os oponentes que ousavam cruzar o seu caminho, campeões ou desafiantes. Confesso que esperava uma ressurreição da "Besta", senão em sua plenitude, ao menos de maneira cadenciada e efetiva. No 1 assalto, ele nos deu a falsa impressão que poderia vencer impondo seu ritmo, porém, ficou somente na ameaça. A partir do 2 assalto, vimos o gigante Lennox Lewis cada vez mais dono do ringue e colocando seu estilo em ação, com jabs entrando como diretos pela guarda de um estranho Tyson. Não acreditava no que via, até acordar no 4 assalto para a realidade: um potente direto do campeão entrou e Mike tentou se apoiar no clinch, mas foi desabando lentamente até ficar deitado no chão, já adiantando como seria o seu fim após mais quatro rounds. As coisas estavam tão ruins, que enquanto Tyson servia de alvo fixo, Lennox atacava com a guarda totalmente baixa e aberta, encaixando seus golpes como bem desejasse.

Não sou profundo conhecedor do boxe, mas acho Lennox Lewis um atleta técnico, inteligente e dedicado, não mais que isso. Achei pretensão demais da parte dele se achar no nível de Muhamed Ali.

O espanto maior não foi a derrota de Mike Tyson, e sim a forma como ela se deu. Sinceramente, não parecia o Mike de Ferro. Não deu para sentir aquela confiança que ele sempre transmitia. Alguns poderiam dizer que a idade esta pesando, mas Foreman lutou até depois dos 45, contra peso pesados tops como Moore, Schultz e Briggs sempre o fazendo de maneira inteligente e corajosa. A verdade é que "Tyson foi corroído por Tyson" durante esses anos conturbados. Até a luta Lewis vs. Tyson, acreditava muito nele, mas após o combate tudo mudou. Até que se prove o contrário (acho difícil!), jamais veremos sequer a sombra do "Mike de Ferro" novamente. O nocaute imposto por Lewis foi uma imagem triste para os amantes e admiradores do boxe. A "fera" abandonou Mike. Foi expulsa pelos problemas pessoais que tanto o perseguiram na sua confusa carreira. E Mike sem sua "companheira fera", é apenas mais um boxeador.

Esta é a idéia do Eddie

O autor é funcionário público em Vitória-ES, pratica jiu jitsu há 03 anos e acompanha vale tudo há mais de 08 anos. Seu e-mail é erodrigues@sefa.es.gov.br

Por: Eddie Rodrigues - 10-06-2002


Vitor Belfort - Campeão por tabela

Foi uma luta de muito estudo e respeito. Vitor começou o combate se protegendo de alguns chutes baixos e altos de Lidell e depois o derrubando. Mesmo apanhando e sangrando, Chuck Lidell se movimentou e voltou em pé, em umas 2 oportunidades. Nas outras vezes que Lidell partiu pra cima, "tomou porrada", mas não caiu porque Vitor não conseguiu dar seqüência. Nas grades, Lidell levou alguma vantagem com joelhadas e mais tarde Vitor surpreendeu usando as pernas de maneira inédita!!! Chutou as pernas e a cabeça do americano! No final Vitor fez o que todos queriam: Partiu pra cima, arriscou-se muito e cabou tomando um cruzado de direita e caiu. Lidell foi pra cima e Vitor defendeu a guarda. A luta acabou com Vitor se movimentando por baixo, porém Lidell amarrou a luta ali e venceu por pontos.

Após o combate Vitor ergueu a bandeira do BRASIL e beijou a Feiticeira, que por sinal estava linda! Vitor também foi um verdadeiro herói ao convencer uma TV aberta e meio conservadora como o SBT, a transmitir uma luta real, sua hospedagem na "Casa dos Artistas" fez o Vale-Tudo dar um grande passo, assim como o passo de Neil Armstrong na Lua. Com um pouco mais de treino ele pegava Chuck Lidell, que esta entre os melhores do mundo na categoria peso-médio junto com Vanderlei Silva, Murilo Bustamante e Tito Ortiz. Mas o sacrifíco de Vitor não foi em vão e eu estou orgulhoso desse BRASILEIRO.

Por Thiago Lapolli Fiorenzano - 24-06-2002


Sobre o que disse Magapi

Como meu primeiro comentario, eu serei pretencioso, vou comentar o comentario do Magapi sobre o Jiu-Jitsu no vale-tudo, que saiu no portaldovaletudo.com.br.
Pratico jiu-Jitsu a algum tempo e sempre me deparo com a questao, "O que seria do Rickson hoje em dia??". Nunca vi uma luta de JJ do Rickson, mas pelo que ele apresentava nos VTs, dava para saber do seu conhecimento... arm-locks perfeitos, mata-leão indefensáveis... etc, mas hoje em dia com o Muai-Thai se mostrando muito eficiente no combate sem regras, acho que o Rickson não ia durar muito não!! Teria 3 opções, treinar trocaçao, lutar contra pessoas sem conhecimento de chão, ou perder (como o Royce x Saku).
Agora quando vejo um cara de 42 anos com aquele fisico tb penso que se ele treinasse, ele ia conseguir dar muito trabalho em pe tb. Como naum treinou, se rendeu a segunda opçao, lutando com lutadores ineficazes de chao. Quanto a perder, acho dificil dele encarar essa opçao.
Porque para isso ia ter que lutar com o Minota!!!

Por: D'Morei - 17-11-2002


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